Fumo

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    "TABAGISMO, DEPENDÊNCIA, CONSEQUÊNCIAS E PREVENÇÃO DR. CARLOS ROBERTO DE SOUZA



    Motivações para o hábito de fumar

     

    De modo geral, o hábito de fumar atende a pressões sociais, bem como a necessidades psicológicas.

    Os jovens, muitas vezes, começam a fumar por imitação, para serem atraentes, adquirirem segurança, expressarem sua independência ou rebeldia (reflexo das propagandas que exploram uma ligação tipo: cigarro, maturidade, independência e estilo de vida).



    Dentre as motivações para o uso, incluem-se:

    - prazer de fumar, de executar todo o ritual até soltar a fumaça e observar os desenhos no ar, descontraidamente;

    - a necessidade de fumar para aliviar tensões, enfrentar situações adversas, dominar sentimentos de medo, nervosismo, acanhamento, vergonha, etc.

    Constata-se, contudo, uma carência de estudos e pesquisas relacionadas às motivações para o uso do tabaco (o mesmo acontece, talvez em menor escala, para o alcoolismo), quando comparados àqueles referentes às drogas ilícitas.


    Conseqüências do tabaco

    A médio e a longo prazo, podem-se identificar conseqüências do uso de tabaco a níveis clínicos, ecológicos e econômicos.

    Do ponto de vista clínico, observa-se um elevado índice de câncer nos pulmões, boca, faringe, laringe e esôfago, principalmente quando associado ao consumo de álcool.

    Apresenta, ainda, riscos de câncer na bexiga, pâncreas, rins e útero.

    Outras conseqüências importantes são: derrames, ataques cardíacos, angina, bronquite, enfisema pulmonar, além dos riscos aumentados de úlceras e arteriosclerose.

    O fumo pode antecipar a menopausa, envelhecendo prematuramente a mulher.

    A nicotina favorece a formação de rugas, causa palidez, obstrui os poros, resseca a pele das mãos, mancha os dentes, envelhece prematuramente as gengivas e irrita as cordas vocais, dando ao fumante uma "voz rouca".

    Ainda em relação às mulheres, o risco de enfarto cardíaco é maior quando associado ao uso de pílulas anticoncepcionais.

    Quando uma gestante fuma, as substâncias tóxicas do cigarro atravessam a placenta, afetando diretamente o feto.

    Os efeitos maléficos do fumo em mulheres grávidas que fazem uso de cigarro (um maço por dia) são:

     

    - o feto pode nascer com baixo peso e menor tamanho;

     

    - aumento do risco de aborto espontâneo; 

    - maior probabilidade de ocorrer a Síndrome de Morte Súbita Infantil;

     

    - aumento do risco de nascimento de crianças com defeitos congênitos.

     

     

    Caso a mulher grávida pare de fumar e não se exponha à poluição tabágica, esses riscos diminuem e se tornam semelhantes aos das mulheres que nunca fumaram.

    Quanto aos problemas ecológicos (folheto do Ministério da Saúde), podem-se citar:

    - a utilização de fornos à lenha para a secagem das folhas de tabaco, contribuindo para a devastação de florestas.

    - cada trezentos cigarros produzidos utilizam uma árvore, ou seja, o fumante de um maço de cigarros por dia consome uma árvore a cada 15 dias. 

    - a plantação de fumo emprega grande quantidade de agrotóxicos, intoxicando os plantadores, poluindo o solo, a água e o ar. 

    - a terra onde se planta o tabaco fica empobrecida, não servindo mais para o cultivo de alimentos. 

    - os grande incêndios que ocorrem na zona urbana e rural, por cigarros acesos, jogados inadvertidamente em locais secos.

     

     

    Do ponto de vista econômico, o recolhimento de impostos de cigarro não cobre os gastos decorrentes de seu consumo, tais como, doenças, faltas no trabalho, etc. e nem os prejuízos ecológicos, citados anteriormente.

    Em nível particular, sabe-se do sacrifício econômico de muitas famílias, que chegam a prejudicar a alimentação dos filhos para sustentar sua dependência.

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