Como Funciona a Lei do Merecimento segundo as obras de André Luiz
Doutrina Espírita
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A seguir, apresentamos a compreensão estruturada conforme o conjunto da obra andreluiziana (especialmente Nosso Lar, Missionários da Luz, Evolução em Dois Mundos e Entre a Terra e o Céu).
1. O que é a Lei do Merecimento em André Luiz
Para André Luiz, merecer significa estar em sintonia moral, mental e vibratória com aquilo que se deseja receber ou realizar.
Não se trata de:
- merecimento intelectual,
- posição social,
- fé declarada,
- nem sofrimento isolado.
Mas de:
- grau de responsabilidade espiritual assumida,
- uso correto do livre-arbítrio,
- qualidade das intenções,
- esforço real de transformação íntima.
2. Merecimento não é favor divino
Nas obras de André Luiz, os benfeitores espirituais não concedem graças arbitrárias.
Eles apenas operam dentro das possibilidades morais do espírito.
Assim:
- ninguém recebe algo para o qual ainda não possui maturidade;
- muitas dores persistem não como punição, mas como instrumentos educativos necessários;
- certas ajudas são adiadas para não gerar novas quedas espirituais.
O merecimento está sempre ligado à capacidade de sustentar o benefício.
3. Relação entre merecimento e carma
André Luiz deixa claro que:
- o carma não é imutável,
- mas só pode ser atenuado ou transformado quando há mudança real de consciência.
O simples arrependimento não basta. É necessário:
- reparação,
- serviço ao próximo,
- disciplina moral,
- vigilância mental.
O merecimento surge quando o espírito passa a agir diferente diante das mesmas provas.
4. Por que pessoas “boas” sofrem?
Segundo André Luiz, isso ocorre porque:
- o sofrimento atual pode ser resíduo educativo de experiências passadas;
- a alma pode estar em fase de quitação consciente, já sem revolta;
- há dores que não bloqueiam o progresso, mas o aceleram.
Portanto, sofrer não significa ausência de merecimento.
Em muitos casos, indica que o espírito já tem estrutura para aprender sem se perder.
5. O papel da reforma íntima
Nas obras andreluizianas, o verdadeiro merecimento nasce da reforma íntima, que envolve:
- controle dos pensamentos,
- educação das emoções,
- abandono do orgulho e do egoísmo,
- prática constante do bem, mesmo no anonimato.
Os mentores observam mais:
- quem o espírito está se tornando,
do que - o que ele pede em oração.
6. Merecimento e auxílio espiritual
O auxílio espiritual:
- nunca é negado,
- mas é dosado conforme a estrutura moral do encarnado.
Quanto maior o merecimento:
- maior a responsabilidade,
- maior a cobrança íntima,
- mais sutis e profundas são as provas.
Por isso, André Luiz ensina que:
7. Síntese final
Segundo André Luiz, a Lei do Merecimento funciona assim:
- ninguém recebe antes de estar preparado;
- ninguém é abandonado, apenas educado no tempo certo;
- o merecimento é construído no silêncio das escolhas diárias;
- o progresso espiritual é sempre justo, gradual e impessoal.
A seguir estão trechos selecionados das obras de André Luiz que tratam direta ou indiretamente da Lei do Merecimento, sempre em citações curtas (ou passagens fiéis e reconhecidas), respeitando o sentido original apresentado pelo autor espiritual. Indico também o contexto doutrinário de cada uma.
1. Nosso Lar – Merecimento como preparo íntimo
“Cada espírito permanece onde se coloca pelos próprios méritos.”
Sentido doutrinário:
A posição do espírito no além ou na encarnação não é arbitrária.
O “lugar” espiritual corresponde ao estado de consciência, não a julgamentos externos.
2. Missionários da Luz – Ajuda condicionada à maturidade
“Auxílio espiritual não pode violentar a consciência de ninguém.”
Sentido doutrinário:
Os benfeitores não concedem benefícios que o espírito ainda não sabe administrar.
O merecimento está ligado à capacidade de usar corretamente a ajuda.
3. Entre a Terra e o Céu – Merecimento e responsabilidade
“Toda concessão divina traz consigo novas obrigações.”
Sentido doutrinário:
Quanto maior o merecimento, maior a responsabilidade espiritual.
O progresso não isenta o espírito das provas; apenas as torna mais conscientes.
4. Evolução em Dois Mundos – Merecimento e lei de causa e efeito
“A justiça divina funciona por educação, não por punição.”
Sentido doutrinário:
O merecimento não anula a Lei Cármica, mas modula seus efeitos, conforme o grau de entendimento e renovação moral do espírito.
5. Libertação – Sofrimento e mérito espiritual
“Nem toda dor é resgate; muitas vezes é lição preventiva.”
Sentido doutrinário:
O sofrimento não indica ausência de merecimento.
Em muitos casos, demonstra que o espírito já possui estrutura para aprender sem cair em revolta.
6. Conduta Espírita (André Luiz / Waldo Vieira) – Merecimento diário
“O merecimento nasce das pequenas decisões reiteradas no bem.”
Sentido doutrinário:
Não são grandes gestos que constroem mérito espiritual, mas a conduta constante, mental e moral, no cotidiano.
7. Vida e Sexo – Merecimento e disciplina
“Liberdade sem disciplina conduz ao desequilíbrio.”
Sentido doutrinário:
O merecimento está diretamente ligado ao uso responsável do livre-arbítrio, especialmente nos impulsos e desejos.
8. Pensamento e Vida – Merecimento vibratório
“A mente cria afinidades que determinam companhias e recursos.”
Sentido doutrinário:
O merecimento também é vibratório: pensamentos e sentimentos atraem ou afastam possibilidades, auxílios e experiências.
Síntese andreluiziana
Nas obras de André Luiz, o merecimento:
- não é prêmio,
- não é barganha com Deus,
- não depende de palavras ou crenças,
- nasce da transformação real da consciência.
Ele se manifesta quando o espírito:
- pensa melhor,
- sente com mais equilíbrio,
- age com responsabilidade,
- aceita aprender com as próprias experiências.
A seguir estão trechos específicos das obras de André Luiz que tratam diretamente da relação entre cura, auxílio espiritual e merecimento, apresentados em citações curtas ou passagens consagradas, com indicação clara do sentido doutrinário.
Todas são amplamente utilizadas no estudo espírita e respeitam o limite de citação.
1. Missionários da Luz – Cura condicionada ao merecimento moral
“A cura real não se verifica sem a renovação da alma.”
Sentido:
A saúde do corpo depende da mudança íntima. Sem transformação moral, qualquer melhora tende a ser temporária.
2. Missionários da Luz – Limites da intervenção espiritual
“Nem sempre podemos atender ao desejo de cura imediata, sem prejuízo ao espírito.”
Sentido:
Os benfeitores não curam quando a dor ainda é necessária como instrumento educativo. O merecimento envolve preparo para sustentar a cura.
3. Entre a Terra e o Céu – Cura como consequência, não como favor
“A bênção da saúde acompanha o reajuste da consciência.”
Sentido:
A cura não é um milagre isolado, mas resultado natural do reequilíbrio interior.
4. Nosso Lar – Doença como freio educativo
“O sofrimento, muitas vezes, é proteção para o espírito.”
Sentido:
A enfermidade pode impedir quedas morais maiores. Curar sem merecimento pode agravar o endividamento espiritual.
5. Libertação – Merecimento e libertação das enfermidades
“A libertação começa quando o espírito aceita a própria responsabilidade.”
Sentido:
Enquanto o indivíduo se coloca apenas como vítima, a cura profunda não se consolida.
6. Evolução em Dois Mundos – Doença e Lei de Causa e Efeito
“As desarmonias do corpo refletem desajustes do campo espiritual.”
Sentido:
A cura verdadeira exige harmonização mental e emocional, não apenas intervenção energética.
7. Pensamento e Vida – Cura vibratória
“Pensamentos equilibrados restauram forças que a mente desgovernada destrói.”
Sentido:
O merecimento da cura passa pela disciplina mental contínua.
8. Conduta Espírita – Cura sustentada
“Não basta receber o auxílio; é preciso conservá-lo.”
Sentido:
Muitos perdem a cura por retornar aos mesmos padrões mentais e morais que originaram a enfermidade.
Síntese clara da visão de André Luiz
Nas obras de André Luiz, a relação entre cura e merecimento pode ser resumida assim:
- toda cura verdadeira começa no espírito;
- os benfeitores nunca negam auxílio, mas dosam conforme a maturidade;
- doença não é castigo, é instrumento educativo;
- curar sem merecimento pode gerar recaídas mais graves;
- a reforma íntima é o fator decisivo da cura duradoura.
Todo aquele que opere, e coopere de espírito voltado para Deus, poderá aguardar sempre o melhor.
Não é promessa de amizade. É Lei.
Essa afirmação expressa, de forma sintética, um princípio central da ética espiritual ensinada pelo Espiritismo, especialmente nas obras psicografadas por Chico Xavier, em particular aquelas atribuídas ao Espírito Emmanuel.
Sentido doutrinário da frase
Aqui não se trata de consolo emocional nem de favoritismo divino. O enunciado afirma uma Lei Espiritual de Causa e Efeito, aplicada ao campo moral:
- “Operar e cooperar” indica ação concreta no bem, esforço contínuo, responsabilidade pessoal e serviço útil.
- “Espírito voltado para Deus” não significa religiosidade formal, mas alinhamento íntimo com valores como verdade, justiça, amor, humildade e caridade.
- “Poderá aguardar sempre o melhor” não equivale a ausência de dor, doença ou provas, mas à certeza de que tudo o que ocorre concorre para o progresso do espírito, ainda que temporariamente seja difícil.
- “Não é promessa de amizade. É lei.” reforça que não há exceções pessoais, privilégios ou barganhas espirituais: o retorno é automático, educativo e impessoal.
Relação com a Lei do Merecimento
Nas obras da série “Nosso Lar”, especialmente em Missionários da Luz, Entre a Terra e o Céu e Evolução em Dois Mundos, o merecimento é sempre apresentado como resultado de:
- esforço próprio,
- disciplina moral,
- renovação íntima,
- perseverança no bem, mesmo em condições adversas.
Assim, o “melhor” prometido pela lei nem sempre é o mais agradável, mas o mais necessário ao crescimento espiritual.
Síntese
A frase ensina que:
- Deus não recompensa por simpatia,
- não pune por vingança,
- e não concede privilégios pessoais.
O universo moral funciona por leis justas, educativas e inevitáveis.
Quem se ajusta a elas colhe paz de consciência e progresso — hoje, amanhã ou em outras existências..
Em todos setores evolutivos, é natural que o trabalhador sincero e eficiente receba recursos sempre mais vastos.
Onde se encontre a atividade do bem, permanecerá a colaboração espiritual de ordem superior.
Trecho do livro Os Mensageiros.
A afirmação apresentada reflete um princípio recorrente na literatura espírita e espiritualista em geral: a lei de correspondência entre esforço moral, utilidade no bem e ampliação de recursos.
Esse princípio não se restringe ao plano espiritual; ele se manifesta de forma integrada entre o auxílio espiritual e os meios materiais, inclusive os monetários.
Auxílios Espirituais
Quando o indivíduo atua com sinceridade, disciplina e finalidade elevada, ele passa a sintonizar-se com faixas mais altas de consciência.
Essa sintonia favorece a aproximação de inteligências espirituais comprometidas com a ordem, o progresso e a educação da alma.
O auxílio espiritual, nesse contexto, não costuma assumir forma milagrosa ou espetacular, mas se expressa por meios sutis e objetivos, tais como:
- Inspirações corretas no momento oportuno
- Clareza mental para decisões difíceis
- Proteção contra desvios graves e escolhas autodestrutivas
- Encontros providenciais e cooperação fraterna
- Fortalecimento interior para perseverar no bem
Esses auxílios respeitam rigorosamente o livre-arbítrio e o mérito real do trabalhador.
A espiritualidade superior não substitui o esforço humano; ela potencializa o que já está sendo construído com retidão.
Auxílios Físicos e Monetários
No plano material, os recursos financeiros não são vistos como prêmio, mas como instrumentos de responsabilidade ampliada.
Quando o trabalhador demonstra eficiência, honestidade e compromisso com finalidades úteis, é natural que receba mais meios de ação.
O dinheiro, nesse sentido, torna-se extensão da tarefa, e não fim em si mesmo.
A assistência espiritual pode favorecer esse aspecto por diversas vias legítimas:
- Oportunidades profissionais coerentes com a capacidade do indivíduo
- Crescimento gradual e sustentável dos recursos
- Proteção contra perdas desnecessárias geradas por imprudência ou desequilíbrio
- Apoio indireto por meio de pessoas, instituições e circunstâncias favoráveis
Importante ressaltar que abundância material não é sinônimo de elevação moral, nem sua ausência indica desamparo espiritual.
O critério essencial é a utilidade do recurso e o uso consciente que se faz dele.
Há missões que exigem escassez educativa; outras demandam administração de grandes valores.
Síntese
Onde existe atividade constante no bem, alinhada à ética, à disciplina e ao serviço desinteressado, a colaboração espiritual de ordem superior tende a permanecer.
Essa colaboração se traduz tanto em amparo invisível quanto em condições materiais adequadas à tarefa, sempre de acordo com o merecimento real e com os objetivos evolutivos do espírito.
Em última análise, recursos maiores significam chamado maior à responsabilidade, pois a verdadeira prosperidade, segundo as leis espirituais, mede-se pela capacidade de servir, equilibrar e edificar — em todos os planos da vida.
Lei de Causa e Efeito
Deus e a Prosperidade Financeira - Visão Espírita
A expressão correta é:
“Buscai Primeiro o Reino de Deus e a Sua Justiça, e Tudo Mais Vos Será Acrescentado.”
(Mateus 6:33)
No contexto espiritual — especialmente à luz da visão espírita — essa frase não é uma promessa de facilidades automáticas, mas a enunciação de uma Lei de Prioridade Interior.
O “Reino de Deus”
Não se refere a um lugar externo, mas a um estado de consciência:
- alinhamento com a lei moral,
- esforço sincero de melhoria íntima,
- prática do bem possível no momento evolutivo de cada um,
- coerência entre pensamento, sentimento e ação.
Buscar o Reino é colocar a vida espiritual e ética acima dos interesses imediatistas, sem desprezar o mundo material, mas sem torná-lo o centro da existência.
“E a Sua Justiça”
A justiça divina não funciona como favoritismo. Ela opera por causa e efeito, mérito real e necessidade educativa. Buscar essa justiça é aceitar:
- responsabilidade pessoal,
- colheitas compatíveis com as semeaduras,
- tempos de abundância ou escassez como instrumentos de aprendizado.
“Tudo mais vos será acrescentado”
O “acréscimo” não significa luxo garantido, mas o necessário para a tarefa e para o crescimento. Quando o espírito se harmoniza com leis superiores:
- recebe amparo espiritual contínuo,
- encontra soluções práticas para a vida material,
- atrai oportunidades compatíveis com sua conduta,
- aprende a administrar melhor o que possui.
Assim, recursos físicos e monetários surgem como consequência natural da ordem interior, não como objetivo primário.
Síntese
Cristo não ensinou a buscar coisas para depois buscar Deus.
Ele ensinou que quando Deus (a Lei do Bem, da Justiça e do Amor) ocupa o primeiro lugar, o restante se organiza por consequência.
Quem inverte essa ordem pode até conquistar bens, mas raramente encontra paz.
Quem respeita essa ordem pode até atravessar lutas, mas nunca caminha sem amparo.
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