A influência dos espíritos nos acontecimentos da vida
Jorge Elarrat

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No prosseguimento do estudo de O Livro dos Espíitos, especialmente a partir da questão 525, examina-se um tema frequentemente envolto em interpretações fantasiosas: a influência dos espíitos nos acontecimentos da vida.
A pergunta central é objetiva:
Os espíritos influenciam os acontecimentos da nossa existência?
A resposta é igualmente clara: sim, pois nos aconselham.
Influência não é milagre
A influência espiritual ocorre prioritariamente pela sugestão mental, e não por intervenções miraculosas que violem as leis naturais. Kardec questiona se os espíritos atuam diretamente na matéria — quebrando objetos, desviando projéteis ou manipulando fenômenos físicos. A resposta dos Espíritos é consistente:
Eles atuam segundo as leis da natureza, jamais para derrogá-las.
Assim, se uma escada se quebra e alguém cai, ela se rompe porque estava frágil.
Se um raio atinge uma árvore, isso ocorre dentro das leis físicas.
A ação espiritual, quando há, manifesta-se na inspiração que leva a pessoa a estar naquele lugar e momento, não na alteração das leis naturais.
Sugestão, não manipulação
Diversos exemplos reforçam esse princípio:
- Um disparo que não atinge o alvo não significa que o projétil foi desviado espiritualmente; pode ter havido inspiração para que a pessoa se movesse.
- Não existem “balas encantadas” que perseguem alguém sobrenaturalmente — isso é imaginação humana.
- Pequenos contratempos cotidianos nem sempre são obra de espíritos; muitas vezes decorrem da própria desatenção ou imprudência.
Os Espíritos alertam: não é justo atribuir a eles todas as nossas frustrações.
Grande parte das chamadas “pequenas misérias da vida” decorre de nossas próprias falhas.
Espíritos levianos e provas de paciência
A obra reconhece que espíritos levianos podem provocar aborrecimentos, especialmente quando encontram ressonância emocional.
Contudo, eles se afastam quando percebem que não obtêm êxito.
O antídoto é claro:
oração, equilíbrio e retribuição do mal com o bem.
Essa postura desarma a animosidade e eleva o padrão vibratório do ambiente.
Influência nas descobertas e inspirações
A influência espiritual também pode ocorrer no campo intelectual. Grandes descobertas científicas e artísticas frequentemente surgem por meio de insights — intuições súbitas que ampliam a compreensão do pesquisador.
Entretanto, isso não transforma o encarnado em simples instrumento passivo. O espírito encarnado possui conquistas próprias, fruto de experiências anteriores. A inspiração espiritual potencializa, mas não substitui, o mérito individual.
Persistência da animosidade após a morte
A malevolência não se extingue automaticamente com a desencarnação. Alguns reconhecem seus erros e cessam a perseguição; outros permanecem ligados por animosidade, conforme permitido pelas leis divinas, muitas vezes como mecanismo de aprendizado e reparação.
Conclusão: uma visão racional e desmistificada
O estudo revela um ponto essencial do Espiritismo:
não há misticismo nem intervenção arbitrária.
A influência espiritual opera:
- Dentro das leis naturais
- Por meio da sugestão mental
- Respeitando o livre-arbítrio
- Subordinada à vontade divina
Os acontecimentos da vida resultam da interação entre:
- Programações reencarnatórias
- Escolhas pessoais
- Leis de causa e efeito
- Influências espirituais compatíveis com nosso padrão moral
Essa abordagem preserva a responsabilidade individual e elimina a visão supersticiosa de um mundo governado por milagres ou caprichos invisíveis.
Em síntese, a Doutrina Espírita apresenta um modelo racional, ético e coerente, no qual o ser humano continua sendo protagonista de sua própria evolução, ainda que auxiliado — ou desafiado — pela dimensão espiritual.
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