A Grande Morada - Apostila 6

    A Grande Morada - Apostila 6

    Via Láctea

     

     

    Análise do Livro – 4

    Nesta apostila será visto o capítulo 3 de O Prisma de Lira, livro de autoria de Lyssa Royal e Keith Priest.

    - - - o 0 o - - -

     3 - O útero de Lira

     

    “Quando eu me tornei”, disse ele, “começou o começo. 

    Eu me converti no começo.

    Eu me vejo a mim mesmo, dividido. 

    Eu sou dois e quatro e oito.

    Eu sou o universo e sua diversidade.

    Eu sou minha transformação. Este é meu encontro. 

    Aqui, meus eus se convertem em um só.”

    Livro Egípcio dos Mortos

    Tradução de Ellis.

    Do ponto de vista de uma realidade que pode ser percebida pelos seres físicos, o corpo dos Fundadores tem dois braços, duas pernas, uma cabeça e um dorso.  Tem grandes olhos inquisidores que representam, simbolicamente, o desejo de adquirir conhecimento e refletem, também, as velhas memórias que contêm.

     

    Figura 03A – Esquematização da morfologia dos Fundadores.  A fragmentação consciencial do Todo no esquema vivencial do sistema de Lira.

    Seres físicos os percebem como insetos, muito altos e com longas e elegantes pernas.  Os humanos da terceira densidade podem vê-los se entrarem num padrão acelerado da quarta densidade.   As interações com eles, normalmente, acontecem num estado alterado de consciência.  Nesta modalidade de visão parecem etéreos como saídos de um sonho.4

    1. Na simbologia dos sonhos, os Fundadores podem se converter em figuras que parecem grandes insetos, similares aos louva-a-deus, mancos para caminhar, e inclusive, saltitantes.

    Uma vez fragmentada sua consciência, algum tempo depois os Fundadores começaram a converter a energia em matéria.  Isto criou um protótipo de raça física segundo o qual a maioria das consciências humanoides se encarnariam.  A níveis meta-atômicos, existem códigos de organização que criam um corpo humanoide consistente e baseado no carbono como veículo para a representação física da consciência.5

     

    Figura 03B – Representa o acontecimento descrito no parágrafo acima.  A primeira fragmentação deu origem aos Fundadores.  Partindo destes, em segunda fragmentação, vieram as demais consciências que formam a Família Galáctica.

    1. Esta ideia é encontrada no trabalho de Rupert Sheldrake que trata das ressonâncias módicas, que indicam a existência de campos energéticos que organizam todas as formas. Esses campos podem transferir características a aspectos «não relacionados» de uma mesma espécie e que não, necessariamente, têm que existir em uma proximidade física.

    Os fundadores utilizaram esses códigos, que dão forma natural, para criar versões de si mesmos, tanto no estado físico como no estado não físico.  Essa maneira reflete, simbolicamente, os aspectos do universo polarizado no qual haviam entrado.  De novo podemos dizer que os “pais” criam aos “filhos” segundo sua própria imagem.

    Os Fundadores são os avós energéticos da raça humana.  Seu desejo foi o de manifestar diferentes aspectos dimensionais de si mesmo.  Isso originou formas básicas de vida que, por sua vez, facilitariam o processo de criar diversidade dentro de uma nova realidade que acabava de nascer deles. Eles são, ao mesmo tempo, a origem e o protótipo.

    Como eles surgiram nessa forma de luz devido a densificação de energia, tornaram-se conscientes de que toda forma de vida evolucionará, num tempo inimaginável, para voltar a converter-se nos Fundadores, e, posteriormente, na Fonte.   A consciência se fragmentará e se dispersará, às vezes para além do reconhecível, mas sempre evolucionará de tal forma para voltar a ser a Fonte, tanto física como mental, emocional e espiritualmente. (Figuras 03C e 03D)

      

    Assim, os Fundadores começaram o primeiro passo do processo de fragmentação.  A primeira ação consistia em elaborar os planos necessários para espalhar vida por todo o sistema de Lira.  Sabiam que ao longo do tempo, as formas de vida gravitariam, de maneira natural, convertendo-se em civilizações planetárias devido à lei de atração. (Figura 03E)

    Dentro do grupo de Lira escolheram planetas para que acolhessem estas novas raças.  À medida que estes planetas começaram a desenvolver de forma natural a vida primata, os Fundadores implantaram naqueles animais, em via de desenvolvimento, energia de plasma6 a níveis meta-atômicos dentro de suas estruturas de DNA.  Isto acontecera ao longo de muitas gerações até que os primatas/humanoides possuíram a genética necessária para manter uma vibração tão alta como a da consciência da terceira densidade.  Com pequenas alterações, o processo de encarnação estava prestes a começar em vários corpos planetários. (Figura 03F)

    1. Energia altamente condensada que se manifesta como luz.


     

    Os Fundadores se fragmentaram ainda mais para liberar a consciência necessária para encarnar nesses planetas.  Durante essa fragmentação, cada consciência foi trasladada a um planeta específico no qual a vibração era mais compatível com o fragmento individual.

    Como já foi mencionado em capítulos anteriores, o padrão base da consciência que se fragmentou através do Prisma de Lira pode ser considerado como uma tríade, quer dizer, uma polaridade, seu oposto e o ponto de integração. (Figura 03G)

     

     

    Os Fundadores observaram como surgiu este fluxo natural da energia da base das espécies em vias de desenvolvimento.  Esses diferentes grupos planetários foram, a princípio, homogêneos;  todavia não manifestaram, claramente, nenhum aspecto especial de padrão.

    Conforme o tempo passava e a interação entre os indivíduos, e grupos, aumentava, muitos grupos se polarizaram em sua orientação negativa ou positiva.7 Alguns deles começaram a mostrar diferentes graus de integração.  Era um cenário esperado pelos Fundadores.  Não obstante, esta fase começou a ter vida própria.  Quando o processo cresceu exponencialmente, os Fundadores começaram a ver os infinitos reflexos do Todo, algo que, até certo ponto, os inquietou.

    7 – Essas orientações negativas/positivas não são qualificações.  É apenas a representação da ideia de polos, iguais, mas possuindo energias opostas.

    Nestes dois parágrafos anteriores os autores querem dizer que da fragmentação dos Fundadores, as raças derivadas só a princípio se mostraram homogêneas, isto é, iguais.  Com o passar das gerações esta homogeneidade foi se desfazendo porque porções de uma mesma raça se via atraída pela polaridade negativa enquanto outra porção pela polaridade positiva.  Em decorrência disso ficou visível que essa dispersão tenderia a aumentar, como ocorreu, e muitas outras diferentes raças se formariam.

    Atentem, porém, pelo que cita a nota 7, acima, de que os fatores negativo e positivo não são qualificações – mau e bom, por exemplo – mas apenas indicam polos que, em essência são iguais porém possuindo energias contrárias.  Vejam nisso, por exemplo, a constituição do átomo que é composto por dois polos, se assim podemos chamar, do núcleo – polaridade positiva – e dos elétrons – polaridade negativa, contudo ambos os polos contribuem para a mesma finalidade, que é a constituição de algo mais específico, a que chamamos matéria.

    No caso das raças, nessa analogia do átomo, a contribuição dos polos é para a finalidade da constituição dos Seres.  Sigamos com o texto do livro.

    Como esses grupos evoluíram e alcançaram as viagens espaciais, eles se expuseram ao desenvolvimento de outros grupos planetários dessa mesma área.  As culturas começaram a mesclar-se e a crescer.  Nasceram novas filosofias.  Durante uma época, as raças liranas desenvolveram, rapidamente, uma tecnologia avançada, uma filosofia de expansão e um forte desenvolvimento social devido à interação entre essas culturas planetárias.  Foi, então, quando se podia apreciar, claramente, as dinâmicas dos padrões.

    A polaridade começou a firmar-se gerando sua própria polarização que, por sua vez, continuou polarizando exponencialmente.  As polaridades negativas se dividiram e manifestaram seus próprios polos negativos/positivos.  Os polos positivos fizeram o mesmo.  O feminino expressou sua parte masculina e o masculino sua parte feminina.  As Polaridades dividiram-se como se fossem vírus nas civilizações anteriormente florescentes.

    Figura 03H – Nela se representa o desdobramento das polaridades.  A Negativa em suas duas contrapartes: negativa e positiva; a Positiva em positiva e negativa.  Este detalhe é muito importante te-lo em mente porque por toda a existência todos os Seres, sem exclusão, possuem duas polaridades.  Os de tendência negativa possuem a predominância da polaridade negativa, mas têm, também, em menor escala, influência da polaridade positiva.  Os de tendência positiva se situam ao contrário; predominância da positiva e menor incidência da negativa.

    Isso é válido para dizer que nós, por exemplo, temos:  o Homem, em predominância a polaridade masculina e em menor escala a polaridade feminina; a Mulher, em predominância a polaridade feminina e em menor escala a polaridade masculina.  Disso resulta a ciclagem encarnatória que, numa existência, o espírito anima um corpo masculino e noutra, este mesmo, animará um corpo feminino, sem que, contudo perca sua magna identidade de Ser Cósmico.  Vejam o que cita o parágrafo a seguir.

    O simples jogo de espelhos que os Fundadores haviam criado quebrou em fragmentos infinitos.  Eles haviam perdido o contato direto com muitas “janelas” genéticas (seres físicos) que eles mesmos haviam criado.  Esses seres físicos haviam adquirido vida própria, embora os programas originais seguissem sendo um fator subjacente que influenciava o desenvolvimento.

    O primeiro grupo a desenvolver-se, especificamente, como espécie não lirana foi a civilização de Vega. 8

    8 – Vega é a estrela alfa (a mais brilhante) da constelação de Lira.

    Esta criou uma filosofia altamente distinta e também uma orientação espiritual diferente.  Além disso, começou a isolar-se das raças liranas.  Inicialmente foi uma civilização de orientação negativa, expressando-se como polo negativo de Lira, já que havia adotado uma filosofia de servir-se a si mesma (contração).  A própria Lira pode ser considerada como o polo positivo, posto que todas as demais civilizações “nasceram” dela (expansão).

    Servir-se a si mesma: é o processo de exacerbação do egoísmo, seja individual ou racial.

     

    Conforme o tempo passava, crescia o atrito entre os seres das raças lirana e a civilização de Vega.  Nenhum grupo estava progredindo em seu caminho de integração.  Ambos albergavam, dentro de si, o conflito de polaridade.  Nenhum grupo estava no certo ou no errado; todos representavam as mesmas ideias, só que as viam de modos diferentes.  Simplesmente, eles não foram capazes de equilibrar suas energias.  A polaridade seguia crescendo exponencialmente ao mesmo tempo em que rivalizavam com suas civilizações e com eles mesmos. (Grifei)

    Nenhum grupo estava no certo ou no errado; todos representavam as mesmas ideias, só que as viam de modos diferentes.“ – É interessante analisar esta frase porque podemos ver esta mesma situação aqui na Terra no convívio entre as nações.  Todas têm as mesmas ideias, que é o bem estar de seu povo, porém veem isso de formas diferentes.  Exemplo: o bem estar de um povo poderá ser a infelicitação de outra nação, pois a mais poderosa poderá, na sua ambição de servir a si mesma, provocar guerra contra a outra. Figura 03i, abaixo.

    Uma terceira civilização começou a surgir das raças de Lira.  Como o planeta em que esta civilização se formou era o ápice de um simbólico triângulo de integração (representando ambas as polaridades, a negativa e a positiva), esse planeta pode ser chamado de “Apex”, durante essa fase de seu desenvolvimento.  Mais tarde, tudo isto viria a se converter numa peça muito mais complexa dentro do quebra cabeça galáctico. (Figura 03J).

     

     

    O planeta Apex começou sua civilização atraindo características das polaridades tanto de Lira como de Vega.  Geneticamente, era uma mistura.  Em suas raízes a diversidade foi ainda maior que em nossa Terra atual.  Havia pessoas de pele escura e outras de pele clara, pacifistas e conquistadores, artistas, músicos e soldados.  Mesmo em comparação com nossa raça terrestre, eles não coexistiram pacificamente para nada.  No seio dessa cultura começaram a se dar separações até que o planeta inteiro esteve envolto no atrito das polaridades.  Não se via solução alguma.  O futuro desse planeta, Apex, parecia não oferecer nenhuma possibilidade de esperança – imprevisivelmente permitiram que a poluição e as armas quase destruíssem seu mundo.

     

    A citação do parágrafo acima se parece muito com o contexto existencial em nossa Terra.  Também, como civilização, não estamos conseguindo nos integrar de forma que as diferenças estão se tornando cada vez maiores.  No que resultará isso?

     

    Quando se forçam as polaridades opostas, estas não se integram, apenas causam uma fusão.  Essa fusão de manifestou em Apex na forma de uma guerra nuclear.  Um pequeno grupo de habitantes se salvou protegendo-se sob a terra, mas os demais morreram devida sua própria incapacidade de integração.  O que sucedeu em escala planetária é bastante interessante.  De um ponto de observação do espaço, parecia que o próprio planeta estava se autodestruindo.

    Do ponto de vista dos sobreviventes que haviam se protegido sob a terra, eles se sentiram em condições de continuarem a existência.  Como resultado das explosões nucleares seu planeta foi lançado a outra dimensão.

    Depois do cataclismo a radiação se manteve bastante alta, obrigando aos sobreviventes a continuar vivendo em seus abrigos sob a terra.  Quando se recuperaram desse trauma emocional, chegou o momento de recolher as peças danificadas de suas vidas.  Seu novo desenvolvimento e sua incrível transformação serão descritas em futuros capítulos, já que é uma parte importante, não só na transformação do planeta Terra, como para toda a Família Galáctica, inclusive aos Fundadores.

    Entretanto, as raças de Lira e Vega seguiram seus desenvolvimentos.  Grupos de liranos desejaram retirar-se das divergências com Vega, de modo que buscaram outras áreas para coloniza-las.  Também grupos de habitantes de Vega escaparam dos conflitos de seu planeta e fundaram umas quantas civilizações, incluídas a civilização de Altair e a de Centauro, (desta última não falaremos neste livro).

    Desse modo, desapareceram as linhas claras de uma determinada filosofia e de uma história genética.  A humanidade foi, rapidamente, espalhada, levando consigo as sementes de experiência e polaridade.  A meta sempre esteve presente, enterrada profundamente nas almas de cada ser, e essa meta os empurrava suavemente para frente.

    A meta era, e continua sendo, a integração.

    Fica claro que o começo da entrada na polaridade não foi nada fácil para os Fundadores.  Eles haviam criado uma equação que esperavam que desse resultados segundo seus cálculos.  Tal como acontece com a nova ciência do caos, o movimento de energia entre essas três civilizações, (Lira, Vega e Apex) se tornou imprevisível para os Fundadores, e toda a Família Galáctica não pode fazer outra coisa que ficar quieta e observar, sabendo que mesmo dentro do caos existe uma ordem, uma ordem divina.

    Estas primeiras lições foram impressas na memória etérea da humanidade para servir de lembrete de tudo que foi e de tudo o que pode vir a ser no futuro.  A humanidade jamais está só em sua luta.  Os Fundadores ainda estão esperando, silenciosamente.  Não só existem “lá fora”, mas também dentro da alma da humanidade como arquétipo mais básico.

    Figura 03L, representa a presença dos Fundadores na continuidade, ininterrupta da vida.  O que, em nossos conceitos, classificamos de erro comportamental ainda persiste na civilização da Terra.  São os reflexos do que está descrito nos três parágrafos anteriores, pois tudo isso está impresso na memória etérea de cada um de nós.  Reflexo daqueles conflitos que em escala menor somos desafiados a enfrentar no nosso viver familiar.  E, em escala maior, o que vemos no jogo de interesses entre as nações.  Todavia, eles, os Fundadores, de algum lugar, nos observam, e aguardam porque, possuímos nosso Livre Arbítrio e é no uso da livre decisão que teremos de “consertar” tudo, e não na acomodação de ficar esperando que as soluções caiam dos “céus”.  Êta gentinha preguiçosa tem sido esta da Terra.

    O ciclo de vida e existência é, meramente, um círculo; o princípio e o fim são os mesmos.  Quando a humanidade sente o chamado da evolução, o que sentem é o sussurro dos Fundadores através da expansão do tempo e da dimensão.  Eles são uma parte da humanidade falando para si mesma.

    Talvez tenha chegado o momento de escutar.

    - - - o 0 o - - -

    Final do capítulo 3

    - - - o 0 o - - -

    Todo o texto em marrom é de minha autoria.


     

    Apostila escrita por

    Luiz Antonio Brasil

    Poços de Caldas – MG – Brasil

    01 de Maio de 2012

    Distribuição Gratuita de toda a série
    Copiar e citar fonte

    © 2021 VEG11 - Alimentação e Espiritualidade - Vegetarianismo
    Menu Principal