Era Uma Vez Um Espírita III

    Era Uma Vez Um Espírita III

    8º - Retardou a sua evolução.

    Os animais, evidentemente, possuem alma — embora ainda não tão desperta como a humana.

    É o que diz O Livro dos Espíritos — por exemplo, na questão: 600.

    Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

    Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo (...) O (espírito) do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente.


    Em diversas obras sérias — como por exemplo, as de André Luiz — que retratam o plano astral, verifica-se a presença de animais auxiliando socorristas que fazem resgates em regiões próximas à crosta e subcrostais.

    Se estão ali, obviamente é porque possuem um veículo perispiritual que os habilita a existir nessas regiões.

    Basta lembrar isso para entender que no animal estão presentes energias vitais e emocionais abundantes, que circulam em sua aura, como combustíveis das emoções e sentimentos iniciantes, e das trocas magnéticas no nível etérico, que sustentam a vida orgânica.

    “Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos, se revestem de um halo energético que lhes corresponde à natureza.”

    André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, cap. XVII.

    Ora, nos animais, embora dóceis e amorosos como são os domésticos, esse conteúdo energético é fundamentalmente da freqüência dos instintos.

    O desencarne do animal, abatido para ingestão pelo homem, evidentemente não desintegra essas forças circulantes no halo energético ou aura dele; nem o cozimento consegue alcançá-las, já que não são energias densas, e sim fluídicas.

    Conseqüência evidente é que o ser humano, ao ingerir a carne animal, absorve inevitavelmente quotas dessa energia fluídica agregada aos tecidos, que iriam se desintegrar ou dispersar no meio ambiente, no processo de decomposição do corpo, em caso de morte natural.

    Quando o homem se interpõe, transfere para dentro de si o processo que teria lugar na natureza: transforma o próprio estômago na cova onde vai se decompor o corpo físico do animal, e por conseqüência absorve as energias fluídicas que se desprendem.

    Energias instintivas.

    Muito boas para o animal, mas contraproducentes para o homem, que não só já passou dessa lição, como está, justamente, tentando libertar-se do nível instintivo de comportamento — sua herança animal.

    Conseqüência?

    O comedor da carne recebe, com ela, um impulso ou aceleração para baixo, em seu campo emocional, no sentido da freqüência instintiva, que vai reativar os automatismos do nosso passado animal.

    Todo o “lixo emocional” arquivado no inconsciente ancestral que o homem está procurando reciclar, é reativado: agressão, raiva, egoísmo, impaciência, ciúme, crueldade, sexo instintivo...

    Tudo na contramão da reforma íntima do espírita.

    Não é mera coincidência o fato de que os últimos 40 anos, que viram o consumo de carne centuplicar no planeta, tenham visto também emoções cada vez mais animalizadas se alastrarem nos padrões sociais.

    É muito difícil resistir a essa sintonia instintiva que pressiona o emocional humano, renovando-se diariamente.

    Ingerir os fluidos do animal faz a criatura parceira das emoções do boi, do porco, do frango, quer ela se dê conta quer não.

    Vibrações são invisíveis: costumam se denunciar pelos efeitos.

    Olhe ao seu redor e veja a consequência.

    É por essa razão de contágio fluídico que os médiuns, sobretudo,jamais deveriam contaminar sua aura com as energias animalizantes, que estabelecem uma verdadeira cortina de fluidos densos, letárgicos e de péssima qualidade energética.

    No contato com os Espíritos Superiores, isso é constrangedor.

    O carnívoro exala um odor fluídico penoso, que só a disposição sacrificial deles permite suportar.

    O médium passista carnívoro dá um trabalhão aos mentores para evitar que se passem aos atendidos os miasmas e fluidos nocivos da carne ingerida.

    Quem disser que “a intenção íntima é tudo”, imagine o que seria um passista alcoolizado ou consumindo um cigarro durante o passe.

    Tanto o álcool quanto o fumo, embora nocivos, estão isentos de um fator terrível, que é o carma da crueldade embutido na carne.

     

    9º - Contrariou a Lei do Amor.

     

    Os animais são meus amigos... e eu não consumo os meus amigos.
    Isso é terrível! Não só devido ao sofrimento e à morte dos animais, mas também devido ao fato de o homem se privar da mais elevada capacidade espiritual, que é a de sentir simpatia e compaixão por todos os seres vivos, violentando seus próprios sentimentos e se tornando cruel.
    George Bernad Shaw

    George Bernard Shaw (26 de julho de 1856 - 02 de novembro de 1950).
    Escritor irlandês, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1925.

    O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que “o espiritismo vem realizar, na época prevista, as promessas do Cristo.
     
    "Entretanto, não o pode fazer sem destruir os abusos".
     
    O conceito de abuso tem variado ao longo da história.
    Faz apenas 200 anos que, neste país, era considerado legal e moral possuir um ser humano como escravo, maltratá-lo, vendê-lo etc.
    Há menos tempo ainda não era considerado abuso que crianças trabalhassem nas minas de carvão da Inglaterra, e ainda hoje coisas análogas acontecem.
    Há poucas décadas não eram consideradas abuso a caça de baleias, a destruição de espécies, a crueldade com os animais.
     
     
     
    Hoje, a legislação brasileira (e dos países civilizados) contempla os animais e pune a crueldade com eles como crime inafiançável e passível de pena de prisão.
    Isso expressa claramente o avanço na consciência coletiva ao considerar as outras espécies como dignas de respeito, seres que sofrem dor e merecem proteção.
    Leis sempre são reflexo de algo amadurecido na consciência social.
    Falta apenas avançarmos no conceito do que seja crueldade, e contrapormos o direito do animal, hoje cada vez mais amplamente reconhecido, ao nosso “direito de matar”.
    Os espíritas provavelmente hão de querer guiar-se para isso no que preceitua O Livro dos Espíritos, que diz na resposta à questão nº 735:

    735. Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo, quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade?


    — Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual.

     

    Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus.

     

    Os animais não destróem mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre arbítrio, destrói sem necessidade.

     

    Prestará contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos.
     

    A necessidade, na alimentação, está claramente indicada pela natureza quando nos fez dependentes, não da alimentação carnívora, mas do vegetal.
    Nós, animais da espécie Homo, como todos os outros animais, dependemos da transformação de substância inorgânica em orgânica, que somente os vegetais, em suas folhinhas verdes, sabem fazer.
    Todos nós, do caracol que come folhinhas ao elefante que faz o mesmo, passando pelo homem, precisamos disso: substâncias orgânicas, sintetizadas com a luz do sol pela miraculosa usina da folha verde.
     

    NA VERDADE, SÓ COMEMOS LUZ SOLAR DISFARÇADA.

    Com essa matéria-prima, a glicose, o vegetal produz amidos (trigo, arroz, batata, e mil etcs.), proteínas (nos feijões, lentilha, soja, aveia, nozes, e milhares de outros vegetais) e gorduras (óleo vegetais etc.)
    Com isso a natureza indicou claramente a nossa irmandade a nossos companheiros do reino animal, dos quai sinsignificante distância nos separa, como constatou a decifração do código genético da espécie humana.
    Só há três reinos biologicamente distintos no planeta: mineral, vegetal e animalseja este com que número de pernas for.
    Todos compartilhamos com os beija-flores e os elefantes essa condição que nos irmana: somos dependentes da usina vegetal — e somente dela.
    Ou, como disse explicitamente em Gênesis 1:29 e 1:30
     
    “E disse Deus: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há frutos que dá semente; isso vos será por alimento.

    E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez”

    A carne é uma substância de segunda classe, reutilizada após a passagem pelo corpo animal.

    Todos os vegetarianos do mundo — indivíduos e povos — que gozam de excelente saúde, incluindo os animais mais robustos, como elefantes, rinocerontes, gorilas, hipopótamos, cavalos, camelos etc., demonstram o que a Mãe Natureza tinha em mente para nós, reino animal.

     

         

    Mas, ao entrarem a insensatez, a desinformação e a hipnose coletiva, nos convenceram de que comer um semelhante, um membro do mesmo reino, é admissível, e mais que isso, bom e “necessário”!!!

    E embalada nessa hipnose pelos interesses econômicos poderosos, pelo comodismo e a tendência a repetir hábitos sem questionar, a humanidade estacionou em maioria no carnivorismo.

    Adoece, se embrutece, esquece da compaixão.

    O Homem marca os infelizes bovinos a ferro quente, explora-lhes o leite, extraído com máquinas que causam dor.

    Quando vai transportá-los para o sacrifício, eles são levados em caminhões brutalmente, às vezes quebrando patas; são mantidos sem água ou comida por vários dias.

    Ao chegarem aobrete sinistro, mugem agoniados, pressentindo a morte; mas se querem retornar, recebem choques elétricos nas partes sensíveis.

    Depois, uma descarga de pistola de ar comprimido na testa (nos matadouros clandestinos, uma marretada, geralmente várias, às vezes dezenas), que deixa o animal desacordado por instantes, durante os quais é erguido pelas patas traseiras, e recebe uma facada na garganta.

    O animal sempre é sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação dos microorganismos — declara um fiscal de matadouros.

    Já os porcos são confinados em estreitos espaços a vida inteira, mal podendo se mexer.

    Para morrer, recebem uma descarga elétrica na cabeça, e são jogados num tanque de água fervente — muitos ainda vivos,claro, como já foi denunciado por alguns autores — para produzir o “melhor” presunto.

    As galinhas vivem um holocausto terrível.

    Confinadas em gaiolas estreitas, para não gastarem energia, com fundo de arame puro (para facilitar o escoamento dos dejetos), elas têm os bicos cortados (para não poderem escolher partes da ração) e vivem sua curta vida de inferno com a luz acesa dia e noite, para que durmam pouco e comam sem cessar para aliviar o stress.

    Quando essas fábricas de ovos, entupidas de anabolizantes, antibióticos e vacinas, não produzem mais o ideal, são colocadas na esteira da morte, amarradas, e um cutelo eletrônico as vai decapitando em massa.

    Ah, claro, os pintinhos machos,que não servem para produzir ovos, são colocados vivos numa espécie de liquidificador, que os mói e aproveita para fazer ração para suas próprias mães.

    Moluscos e crustáceos são jogados vivos na água fervente para produzir os requintados pratos de frutos do mar.

    Os peixes perecem asfixiados, numa lenta agonia, muitos com as bocas rasgadas cruelmente.

    E são essas energias astrais de dor, desespero, agonia e horror que são absorvidas pelo comedor de carne.

    Como tudo isso não é necessário (e menos ainda saudável) para o ser humano, segue-se que ele terá que prestar contas dessa destruição que excede os limites da necessidade, e por ceder aos maus instintos.

    É lamentável que todos os humanos não sejam lembrados disso.

    E se alguém imaginar que, por “ter bons sentimentos”, está isento de responsabilidade e culpa, seria bom recordar que isso, longe de constituir atenuante, é ao contrário um sério agravante, pois aqueles que conhecem os preceitos da lei do amor universal deveriam, mesmo que ignorassem qualquer implicação dietética, se nortear pelo preceito simples e automático da piedade e compaixão pelos seres que sofrem.

    Não causar dor a quem quer que a possa sentir.

    Essa é a suprema lei moral, o princípio basilar do evangelho do Cristo.

     

     

    Sem amor e compaixão, e o fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem, que cristianismo, que espiritismo existe?

    E quem poderia dizer que gostaria de ser tratado como são tratados os animais sacrificados?

    Ah, são “apenas” animais?

    Ontem nós fomos como eles.

    Amanhã, eles serão como nós.

      

    E o carma da crueldade gerado?

    O que é Carma ?


    Carma ou Lei da Ação / Reação é a lei que determina que os espíritos resgatem seus erros passados, mas também beneficia aqueles que praticam o bem em processos reencarnatórios.

    A máxima dessa lei preconiza que "Toda Ação tem a sua Reação correspondente".

    E é incrível que, longe das hostes espíritas, e mesmo espiritualistas, criaturas — e cada vez em número crescente — estejam ampliando o amor ao próximo para abranger a todos os seres vivos, sendo os precursores de uma nova mentalidade, mais justa e evoluída, mais apropriada a um mundo em transformação — onde práticas que eram toleráveis na caverna, como devorar os semelhantes do mesmo reino, terão que ser abolidas.

    Não deveriam os espíritas se incluir alegre e prontamente entre os primeiros seguidores de códigos morais mais elevados, e não os últimos?

    Serem dos que retardam o aprimoramento dos costumes será compatível com os princípios evolutivos da doutrina?

    “Vede se hoje as vossas leis, aliás imperfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antiquados, que agora se vos afiguram monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época”.

    (O Livro dos Espíritos, 875)

    Que se dirá então do “direito” cavernícola de devorar semelhantes?

    Já é chegado à hora de deixarmos de ser hipócritas e egoístas e fazermos algo para melhorarmos a nossa qualidade de vida, ressalto que quando me refiro a nossa qualidade de vida, quero dizer da humanidade, de todos.

    Ainda vale salientar o sofrimento dos animais.

    Você já assistiu a um abate? Já visitou um frigorífico?

    É simplesmente triste e deprimente, os animais que lá se encontram sabem que vão morrer, a cena é tétrica.

    Isso que nesse parênteses, não estou comentando o lado espiritual do local, onde irmão em inferioridade (temporária), ou melhor, em estágio de desenvolvimento se encontram para se "alimentarem" das energias exsudadas pela morte de cada animal.

    São verdadeiros vampiros que você ajuda a nutrir quando se alimenta da carne, pois ao sentir a sensação de prazer pela carne, eles estando em sua sintonia se alimentam da mesma sensação, pois ainda estão presos a ideoplastias que de quando eram encarnados.

    E você, ao desencarnar quer sentir a necessidade de ser um vampiro?

    Quer retornar a terra apenas para quitar o seu Carma em razão dos animais que consumiu, correndo o risco de recair em novas falhas?

    Pense, reflita o que é melhor para você, para os animais e para a humanidade.

    "Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia.

    Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais.

    O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição.

    O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e caiapós, que se devoravam uns aos outros

    (“Treino para a Morte”, da obra Cartas e Crônicas de Irmão X / Chico Xavier.)


     

    10º - Negou a essência da doutrina espírita.

    Todas as coisas da criação são filhas do Pai e irmãos do homem.

    Francisco de Assis


    A respeito dos animais e nossa relação evolutiva com eles, O Livro dos Espíritos é claro e insofismável.

    No capítulo XI, as questões:

    597 — Pois que os animais possuem uma inteligência (...) haverá neles algum princípio independente da matéria?

    Há, e que sobrevive ao corpo.

    597a — Será esse princípio uma alma semelhante à do homem?

    É também uma alma, se quiserdes, dependendo do sentido que se der a essa palavra.

    É, porém, inferior à do homem.

    606a — Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais?

    Sem dúvida alguma, porém no homem passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.

    607 — Disseste que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao da infância (...)

    Onde passa o espírito essa fase de seu desenvolvimento?

    Numa série de existências que precedem o período a que chamais de humanidade.

    607a — Parece que, assim, se pode considerar a alma como tendo sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação, não?

    Já não dissemos que tudo na natureza se encadeia e tende para a unidade?

    Nesses seres, cuja totalidade estais longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida.

    Nessa origem, coisa alguma há de humilhante para o homem.

    Reconhecei a grandeza de Deus nessa admirável harmonia, mediante a qual tudo é solidário na natureza.

    Acreditar que Deus haja criado seres inteligentes sem futuro, seria blasfemar de sua bondade, que se estende por sobre todas as suas criaturas.

    611 (...)(...) Desde que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entrar no período da humanização, já não guarda relação com o seu estado primitivo e já não é a alma dos animais, como a árvore já não é a semente.

    Nada pode ser mais claro — e mais belo — que o mecanismo da Lei Evolutiva em que o espiritismo se fundamenta.

    A síntese perfeita dele se contém no famoso aforismo “a alma dorme no mineral, agita-se no vegetal, sonha no animal e desperta no homem”.

    Essa solidariedade de todos os entes criados, que faz das formas materiais os “uniformes escolares” das centelhas divinas mergulhadas nas escolas dos mundos materiais, para habilitarem sua consciência ao retorno à “casa paterna”, ou à perfeição do divino, traça um cenário magnífico.

    Nada mais grandioso e confortador para os humanos do que a certeza dessa magnífica escala ascensional — a sublime escada de Jacó por onde todas as centelhas da Luz divina necessariamente atingirão um dia os planos da consciência cósmica.

    Mas isso tem algumas implicações facilmente esquecidas no nosso nível egocêntrico.

    E os que vêm atrás? Os degraus que já ocupamos nessa escada, por onde agora transitam novas almas embrionárias, futuros seres humanos?

    Nossos colegas mais jovens da escola da vida, que precisam viver para evoluir nas formas da matéria, contando com a nossa solidariedade e apoio — como nós nos achamos credores do amparo dos colegas mais velhos, a quem chamamos de guias, mentores, seres superiores etc.?

    Se de fato acreditamos na realidade magnífica da Lei da Evolução, como pretendemos escamotear uma parte da escada, negar nossa fraternidade com os reinos que nos serviram de oficina para a construção da consciência?

    Essa ingênua pretensão de “espécie à parte”, “reis da criação” e outras arrogantes ilusões do espírito medieval foram, felizmente, destruídas pela base quando se rasgou o panorama infinito da Lei Evolutiva Cósmica.

    Porque agora estamos concluindo o Primeiro Grau da escola planetária, podemos destruir os uniformes dos pequeninos do Jardim da Infância, maltratá-los, empurrá-los com violência para fora da escola, torturá-los?

     

    A reprovação é certa no currículo da fraternidade.

    E a direção da escola tem avisado que brevemente haverá transferência em massa dos repetentes contumazes, já que a escola está em vias de ser transformada em segundo grau.

     

    Transferência automática para os incapazes de assimilar o currículo básico intitulado reciprocidade — “fazer aos outros o que queremos que nos seja feito”.

    Portanto, se acreditamos no ensinamento claro que balizou as origens do espiritismo, ignorarmos a lei da fraternidade que nos une a todos os seres é contrariar frontalmente o mais sagrado alicerce em que a doutrina se sustenta — a sublime realidade da Lei Evolutiva, objetivo e finalidade da lei do carma e da lei da reencarnação.

    E da existência não só do espiritismo como de todas as outras crenças, doutrinas e filosofias, já que todas são meios, e não fins — meios de conduzir-nos, ainda que com todos os retardos de nossa insensibilidade, do átomo até o arcanjoque um dia já foi átomo, planta, boi e homem...

    Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz.

    Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros.

    Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.

    Pitágoras


    Pitágoras, Ramatis, Kutumi

    No século XIV a.C, no antigo Egito, Ramatís foi o grão-sacerdote Merí Rá.

    Ramatís ainda viveu anteriormente na figura de Essen, filho de Moisés e fundador da Fraternidade Essênia, mais tarde, viveu na Hebréia sob a roupagem de Nathan, o grande conselheiro de Salomão.

    Na Grécia antiga, por volta do século V a.C, reencarnou como o famoso filósofo Pitágoras de Samos (cerca de 570 a.C – 496 a.C).

    Supõe-se ter sido o próprio Platão na Grécia antiga, por volta do século IV a.C.

    Mais tarde, ao tempo de Jesus de Nazaré, Ramatís reencarnou na figura do conhecido filósofo neoplatônico egípcio, de cultura grega mas de origem judaica, Fílon de Alexandria, também conhecido por Fílon, o Judeu (entre 20–10 a.C. e 50 d.C.), responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria.

    Em sua última encarnação na Terra, Ramatís viveu, no século X na Indochina.

    Atualmente, Ramatís ainda opera como mestre nas tarefas dos teosofistas, conhecido entre estes como Kut Humi (ou Koot Humi, o Mestre K.H.)

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