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Quer a Proteção de DEUS?

André Luiz - Carlos Chagas

Alexandre dirigindo-se a André Luiz


“Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos seguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da Terra por amor e utilizar-se-ão dos animais, com espírito de respeito, educação e entendimento.


Depois de ligeiro intervalo, o instrutor observou:

Semelhante realização é de importância essencial na vida humana, porque, sem amor para com nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores; sem respeito para com os outros, não devemos aguardar o respeito alheio.


Se temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas, abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venha a cair à maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhes são afins, na esfera invisível"

 


Trechos do livro "Missionários da Luz" de André Luiz psicografado pelo médium Chico Xavier em 1945, publicado pela FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: Fazem 71 anos em 2017.

Leia aqui o Livro "Missionários da Luz".


 

A pretexto de buscar recursos proteicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis.


Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos.


Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes de exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que servissem ao paladar, com a máxima eficiência.

O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes.

 

 

Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos ( Patê de fígado de ganso (foie gras) ), despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer valores culinários.

 


Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente.

 

 

Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos proteicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte.


Esqueciamo-nos de que o aumento dos laticínios, para enriquecimento da alimentação, constitui elevada tarefa,
porque tempos virão, para a humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, será também sagrado.

 

- Contudo, meu amigo, propus-me a considerar - A IDEIA DE QUE MUITA GENTE NA TERRA VIVE À MERCE DE VAMPIROS INVISÍVEIS É FRANCAMENTE DESAGRADÁVEL E INQUIETANTE.

 

E a proteção das esferas mais altas ?

E o amparo das entidades angélicas, a amorosa defesa de nossos superiores ?

- André, meu caro - falou Alexandre, benevolente -, devemos afirmar a verdade, embora contra nós mesmos.

 

Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência.

Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores?


Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos?

 

Claro que não desejamos criar um princípio de falsa proteção aos irracionais, obrigados, como nós outros, a cooperar com a melhor parte de suas forças e possibilidades no engrandecimento e na harmonia da vida, nem sugerimos a perigosa conservação dos elementos reconhecidamente daninhos.

Todavia, devemos esclarecer que, no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, nenhum de nós poderia, em sã consciência, atirar a primeira pedra.

 

Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.

 

Confiam na tempestade furiosa da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão.

 

Se não protegemos nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como gérmens frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos ?

Na qualidade de médico, você não pode ignorar que o embriologista, contemplando o feto humano em seus primeiros dias, a distância do veículo natural, não poderá afirmar, com certeza, se tem sob os olhos o gérmen dum homem, dum cão ou dum macaco.


O animal possui igualmente o seu sistema endócrino, suas reservas de hormônios, seus processos particulares de reprodução em cada espécie e, por isso mesmo, tem sido auxiliar precioso e fiel da Ciência na descoberta dos mais eficientes serviços de cura das moléstias humanas, colaborando ativamente na defesa da Civilização.

...

Interrompera-se o instrutor e, considerando a gravidade do assunto, perguntei com emoção:

- Como solucionar tão dolorosos problemas ?

- Os problemas são nossos - esclareceu o generoso amigo, tranquilamente - não nos cabe condenar a ninguém.


Abandonando as faixas de nosso primitivismo, devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva.

 

A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo.

E os nossos abusos para com a Natureza estão cristalizados em todos os países, há muitos séculos.


Não podemos renovar os sistemas econômicos dos povos, dum momento para outro, nem substituir os hábitos arraigados e viciosos de alimentação imprópria, de maneira repentina.


Refletem eles, igualmente, nossos erros multimilenários.


Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados, mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da terra por amor e utilizar-se-ão dos animais, com espírito de respeito, educação e entendimento.

Depois de ligeiro intervalo, o instrutor observou:

- Semelhante realização é de importância essencial na vida humana, porque, sem amor para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores; sem respeito para com os outros, não devemos esperar respeito alheio.

 

Se temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas, abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venha a cair a maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhes são afins, na esfera invisível.

Os esclarecimentos de Alexandre, ministrados sem presunção e sem crítica, penetravam-me fundo.


Algo de novo despertava-me o ser.


Era o espírito de veneração por todas as coisas, o reconhecimento efetivo do Paternal Poder do Senhor do Universo ...

 


 

Quer a proteção de Deus, então proteja a obra de Deus, desde o átomo até o arcanjo, que um dia também foi átomo.


Tudo é Deus.

 

Deus não faz barganhas...

Deus não pede licença, não consulta as nossas preferências; as coisas são ou não são.
Edição LAKE - Tradução José Herculano Pires - Primeira Parte - Capítulo V - Questão 222

Deus não nos pede permissão, nem consulta os nossos gostos. Ou isto é, ou não é.
Edição FEB - Tradução Dr. Guillon Ribeiro - Primeira Parte - Capítulo V - Questão 222


 

 

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